Além de ter uma aparência horrorosa, o site do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia é um “terror” para consulta processual. Por diversas vezes, tenho tentado buscar informações sobre apresentação de impugnação de registro de candidatura, porém não está sendo fácil e parece que a partir de hoje (24.08.2018) a corte resolveu disponibilizar os pedidos feitos pelos partidos políticos contra os seus adversários, talvez por tanta insistência dos meios jornalísticos que devem ligar diariamente para o TRE solicitando providências quanto ao andamento de processos, principalmente sobre deferimento e indeferimento de candidaturas.
Antes de ontem (23), depois das 18:00 horas, liguei para o setor de imprensa da corte pedindo informação sobre o resultado da sessão do processo pautado sobre a cassação do prefeito e de seu vice do município de Rolim Moura. As pessoas que me atenderam nem sabiam se o processo estava em discussão e pediram para ligar mais tarde. A presidência do TRE precisa da parceria do órgão de imprensa para divulgar as ações do tribunal, o que ajudaria em muito as notícias falsas, tão decantadas atualmente.
No site da corte é muito difícil encontrar informações de candidaturas, como por exemplo, no PJe, que é uma ferramenta de processos digitais. Já os processos físicos, para encontrar a informação, você precisa navegar uma eternidade para encontrar alguma coisa, o que acaba o internauta desistindo. Em suma, o setor de informática do tribunal precisa melhorar e muito o sistema de informação processual e colocar o setor de imprensa para trabalhar mais, disponibilizando as matérias para conhecimento e que possamos ampliar a sua divulgação para melhor esclarecimento dos interessados. Outra crítica que faço é quanto à atuação do Ministério Público Eleitoral, uma vez que por duas vezes falei com o setor de imprensa para receber as notícias de impugnação, o que não aconteceu diante da informação de que o procurador se negou a fornecer à imprensa os pedidos de impugnação, o que é uma pena, dada à busca incessante da justiça pública eleitoral em combater as notícias faltas, evitando assim o desequilíbrio eleitoral.
Jornalista Ronan Almeida de Araújo (DRT/RO 431/98)
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