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Obra de escola que iniciou há quase quatro anos está paralisada na zona rural de Buritis

Construção na Linha C-46 iniciou em março de 2015 e deveria ser entregue em novembro do mesmo ano. Prefeitura abrirá licitação de R$ 789 mil para concluir a obra, diz Semed.



O ano letivo de 2019 está próximo de se iniciar, mas em Buritis (RO), no Vale do Jamari, os moradores da zona rural estão enfrentando um problema há quase quatro anos. Isso porque as obras de uma escola municipal localizada na Linha C-46, que iniciaram em 2015 ainda não foram concluídas.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a obra foi paralisada porque a construtora responsável não concluiu o prazo do cronograma da entrega das etapas e ainda decretou falência.
Na placa de execução, a obra foi iniciada em março de 2015, com prazo para ser entregue em novembro do mesmo ano.
Mas o que era para atender cerca de 300 alunos desde 2016, hoje apresenta um cenário de abandono, onde só é possível ver o matagal crescendo em meio as estruturas inacabadas.
A unidade foi financiada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com investimento de R$ 1.021.955,99 para a construção da escola com seis salas de aula.
Conforme a secretária de educação do município, Cleonice Silva Vieira, a administração municipal fez o distrato com a construtora responsável pela obra em setembro de 2018 e realinhou toda a planilha para saber o custo da finalização da obra.
"Como já estava no final do exercício daquele ano, a prefeitura não tinha decisão orçamentária. Por que quando se faz um realinhamento de uma planilha de uma obra do governo federal, o recurso da diferença é custeado pelo próprio município e não se tinha orçamento para licitá-la", explicou.
Mas segundo Cleonice, a prefeitura abrirá um processo licitatório em fevereiro deste ano para poder contratar uma nova empresa para concluir a obra. O valor investido pelo município será de R$ 789.391,02.
Enquanto os moradores da região sonham em um dia ver a escola em funcionamento, os alunos seguirão precisando se deslocar por até 40 quilômetros, em estradas com condições não muito boas, para conseguirem estudar.

Fonte: G1/RO - Foto: TBN Notícias/Reprodução

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