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Em Rondônia todos os pontos de Bloqueios da Greve dos Caminhoneiros estão liberados

Durante o quinto dia de protestos contra o preço do combustível, em Rondônia todos os 15 pontos de bloqueios nas estradas foram liberados durante este sábado (26), devido leitura da ordem da Justiça Federal para desobstrução das rodovias.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Candeias do Jamari os manifestantes resistiram até o final da tarde deste sábado, mas abriram mão e liberaram a pista, mas há movimentação de pessoas à beira da pista.
Pontos liberados:
BR-364
- Km 693 – Candeias do Jamari
- Km 6 - Vilhena
- Km 27 - Vilhena
- Km 191 - Pimenta Bueno
- Km 234 - Cacoal
- Km 274 - Rolim de Moura
- Km 305 - Presidente Médici
- Km 336 - Ji- Paraná
- Km 387 - Ouro Preto do Oeste
- Km 423 - Jaru
- Km 514 Ariquemes
BR 421
- Km 1 - Ariquemes
- Km 50 - Montenegro
BR 429
- Km 85 - Alvorada do Oeste
- Km 165 - São Miguel do Guaporé
A PRF alerta aos vários carros estão seguindo viagem rumo a Guajará-Mirim ou Rio Branco (AC), e passaram pelo posto da Polícia próximo ao presídio federal, que os postos estão sem combustíveis em toda a BR, e que os guinchos podem estar sem combustível para fazer o resgate em caso de "pane seca". A PRF também informa que mesmo com o final da greve, há um lapso de 24h a 48h para o abastecimento desses postos.
Com os caminhões parados, o estado enfrenta desabastecimento de combustível nos postos, de água mineral em Nova Mamoré, racionamento de energia em diversos municípios e empresários temem que falte alimentos nos supermercados.
Veja os principais reflexos da paralisação no estado:
Energia
Com a falta de óleo diesel nas usinas termelétricas, sete municípios ficaram sem energia, afetando cerca de 50 mil imóveis. A Eletrobrás Distribuição Rondônia informou que em quatro deles, o fornecimento foi interrompido durante o dia para que as usinas termelétricas sejam ligadas à noite.
Três municípios estão sem energia por mais de 12 horas. São eles: Campo Novo, Vale do Anari e Costa Marques. Nessas cidades, dez mil residências são afetadas e não há mais combustível para o racionamento, ou seja, não há energia elétrica nem de dia e nem a noite.
Os municípios que permanecem com o racionamento severo são: Machadinho do Oeste, Buritis, Alvorada e Cujubim e ainda as localidades de Rio Pardo, Jacinópolis e Rio Branco. Nesses locais, quarenta mil residências estão sem energia durante todo o dia de hoje, e a noite, a energia será ligada.
Água Mineral e gás
Em Nova Mamoré, a cidade enfrenta dificuldades com a distribuição de água mineral. Em todo o município apenas uma distribuidora tem galões de água estocados e a previsão é que a reserva encerrou na quinta-feira (24), devido à grande procura.
O gás também está ficando escasso. Em Vilhena, uma das maiores distribuidoras do produto na cidade informou que o estoque esgotou na quarta-feira (23). Uma outra empresa afirma que ainda tem gás em reserva, mas só dura até domingo (27).
Em Ji-Paraná, as distribuidoras não estão mais fazendo entregas, e o que ainda está no estoque está reservado.
Supermercados
O setor dos supermercados de varejo começou a sentir os reflexos da greve nacional dos caminhoneiros em Ariquemes (RO), com a escassez de alguns produtos alimentícios, na quinta-feira (24). Os alimentos perecíveis, leguminosos e verduras que são trazidos pelo transporte dos caminhões são os que mais preocupam as redes de supermercados no município. Ainda não há previsão de quando os produtos devem acabar nos estoques.
Já na rede atacadista, o desabastecimento começou a ser sentido nas prateleiras em todo o estado na sexta (25). Segundo o Sindicato do Comércio Atacadista de Rondônia (Singaro), os produtos começaram a acabar nos estoques e só devem durar até domingo (27). Ainda de acordo com o Singaro o desabastecimento deve ser sentido até a próxima segunda (28) ou terça-feira (29) por causa da logística.
Farmácias
Em Vilhena, as farmácias apresentam baixo estoque de medicamentos e podem ter falta de suprimentos se a greve continuar.
Ambulâncias
Com a falta de combustíveis nos postos de gasolina em todo o estado, Porto Velho precisou atuar com frota reduzida de ambulâncias na manhã da quinta (24) até que a Secretaria Municipal de Saúde conseguisse comprar diesel para abastecer três ambulâncias que estavam paradas. Na última quarta-feira (23) apenas duas estavam disponíveis para atender a capital.
Em Ariquemes as ambulâncias estão atendendo apenas casos graves, em que o paciente precise de transporte para chegar ao hospital.
Em Vilhena, o Corpo de Bombeiros faz o socorro de pacientes ao hospital e está com os tanques cheios. Já as ambulâncias, que realizam o transporte de pacientes para outras cidades, quando necessário, podem não ter como levar os doentes para a capital, tendo em vista que fica a uma distância de 700km e não há locais de abastecimento no caminho.
Hospitais
A diretora do Hospital Regional de Vilhena, Ana Carla Andreola, nos disse que o oxigênio conseguiu passar pelo bloqueio na quinta-feira (24), pois a empresa responsável pelo transporte entrou com uma notificação judicial acerca da necessidade da unidade hospitalar, visto que há pessoas internadas que necessitam do oxigênio.
Fhemeron
A Fundação de Hematologia de Rondônia (Fhemeron) anunciou mudança no horário de funcionamento para este sábado (26). Quem quiser doar sangue ou se cadastrar como doador de medula óssea pode procurar os postos de coleta no estado das 7h15 às 12h. Segundo a Fundação, a mudança se deu devido à falta de combustíveis no estado e problemas com o transporte público. Mesmo com a greve dos caminhoneiros, a Fhemeron afirma que espera um grande número de doadores, tendo em vista a preocupação quanto ao estoque de sangue dos tipos A, O e B negativo.
Transporte público
Segundo o Consórcio SIM, o número de ônibus do transporte público foi reduzido em Porto Velho. O transporte deve operar neste fim de semana, 40% dos carros devem estar nas ruas. Segundo a diretora Elizabeth Barufaldi, essas mudanças foram feitas para que 50% da frota ainda possa rodar na segunda-feira (28).
Órgãos públicos
A Prefeitura de Porto Velho decretou ponto facultativo na sexta-feira (25) devido à falta de combustível na cidade e a iminente paralisação do transporte público. Funcionam apenas órgãos essenciais, com escalas de plantão.
Polícia Militar
Na capital, a assessoria da Polícia Militar diz que está com os tanques das viaturas cheios, mas como precaução para uma possível falta de combustíveis, os carros não estão fazendo rondas. No entanto, os militares afirmam que estão atendendo chamados feitos pelo 190 normalmente.
Porto fluvial
O porto fluvial de Porto Velho está paralisado devido o bloqueio na Estrada do Belmont. Esse bloqueio, somado às outras interdições nas rodovias federais, tem afetado o abastecimento de combustível em quatro estados.
Segundo Edemir Monteiro Brasil, diretor de fiscalização e operação do Porto Público de Porto Velho, o porto representa 22% da movimentação da cidade. Com a manifestação dos caminhoneiros, o local está pelo quarto dia consecutivo inoperante. Em média, por dia, são movimentados no porto 13,5 toneladas, o que dá em média 300 caminhões. Ao longo desses três dias, deixaram de operar em torno de 40,5 toneladas.
Caminho que diesel e gasolina fazem para abastecer Rondônia, Acre e Mato Grosso (Foto: AVG/ Rede Amazônica)
Aeroporto
Segundo informação do setor de abastecimento da Shell, no Aeroporto Internacional de Porto Velho, o abastecimento de aeronaves ainda não foi comprometido, com capacidade para atendimento até a próxima terça-feira (29). De acordo com um atendente da Petrobras, no aeroporto, a Infraero já está se reunindo com o gerente da bandeira para tratar de questões relacionadas ao desabastecimento na capital.
Postos de Combustível
Com a paralisação, todos os postos do interior do estado estão sem combustível, e Porto Velho já secou 90% das reservas, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Rondônia (Sindipetro).
Em Ji-Paraná, local onde está sendo realizada a maior feira agropecuária da Região Norte, a maioria dos postos da cidade estavam sem combustíveis desde a noite de quarta-feira (24), e moradores denunciaram que o preço da gasolina chegou a R$ 5,99. A dona do posto foi presa por ter aumentado o preço do combustível sem justificativa.
Em Rolim de Moura o preço da gasolina também chegou a R$ 5.05, o MP – Ministério Público disse que vai investigar a alta nos postos de combustíveis.
Em Ariquemes, os postos que ainda têm combustível estão abastecendo exclusivamente veículos da polícia, bombeiros e ambulâncias.
A previsão dos sindicatos e dos donos de postos de combustíveis é que na sexta-feira (25) todos os postos estejam fechados.
Fonte: Planeta Folha (Com Informações de G1/RO)
Texto adaptado e corrigido por Planeta Folha

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